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Cinco dicas para evitar a estenose da carótida

A estenose de artéria carótida é uma patologia que acomete as artérias responsáveis por levar o fluxo de sangue  do coração ao cérebro. Contudo, ficam estreitas e chegam a ficar obstruídas. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) é a quarta maior causa de mortes por ano no mundo, vitimando 50 milhões de pessoas.

A doença é causada pelo acúmulo de placas de gordura nas artérias. O processo também conhecido como aterosclerose – e pode incidir em outras regiões do organismo. Inicialmente, a estenose da carótida pode não apresentar sintomas aparentes.
A pessoa só chega a descobrir a doença quando sofre um AVC (Acidente Vascular Cerebral) ou um ataque sistêmico transitório (AIT) . Os sintomas podem incluir dormência, fraqueza súbita na face ou nos membros, dificuldade de compreensão ou fala, além da dificuldade em enxergar por um ou pelos dois olhos.

Mas você sabia que a estenose de carótida pode ser prevenida? Em primeiro lugar, manter o controle do peso é essencial para evitar o desenvolvimento da doença. A pessoa que está com sobrepeso, por exemplo, pode desenvolver diabetes, hipertensão arterial, além de outras doenças vasculares.

Portanto, fique atento à balança!
A alimentação, intimamente ligada à questão do peso, tem uma grande relevância. Por isso opte por alimentos que contenham nutrientes como potássio, folato e antioxidantes, que podem proteger seu corpo contra um ataque
isquêmico transitório ou acidente vascular cerebral. Outra boa dica é controlar o sal na comida. Nada de pesar a mão!

Ah, e não podemos esquecer dos exercícios físicos. Eles podem ajudar você a reduzir a pressão arterial e aumentar o nível de colesterol bom, o HDL. Ele melhora a saúde geral de seus vasos sanguíneos e do coração.

Não abuse do álcool. Uma cervejinha de vez em quando é bom. Mas o consumo exagerado de bebidas alcóolicas também aumenta as chances de uma pessoa ter pressão arterial elevada. Lembrando que, limitando o consumo, as chances de um AVC são baixas.

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Varizes e menopausa

A menopausa é um dos períodos que a mulher requer mais atenção. É nessa fase que ocorrem diversas mudanças hormonais no organismo. De acordo com especialistas, é justamente na fase que as varizes aparecem.

Uma das principais problemáticas associadas à menopausa é o aumento de peso, aumentando o volume de gordura e diminuindo a massa muscular. Os problemas cardiovasculares também podem surgir. 

Na menopausa as mudanças hormonais podem aumentar a incidência de varizes. “As paredes dos vasos ficam mais frágeis com a idade. O rompimento fica mais facilitado. Idosas com hipertensão também estão mais sujeitas ao surgimento do quadro”, destaca o médico angiologista e cirurgião vascular presidente da SBACV Ce, Frederico Linhares. 

Caso surjam alguns sintomas sensação de peso, inchaço nas pernas ou sensação de peso, marque uma consulta com um angiologista para um diagnóstico mais preciso. Esses sinais podem estar associados a doenças venosas. 

Prevenção

O que devo fazer para evitar as varizes no período? Primeiro, tenha controle do seu peso. Evite o sedentarismo. É importante praticar exercícios físicos para favorecer a circulação do sangue. A gordura que se acumula no abdômen faz com que a pressão sobre os vasos sanguíneos aumente, dificultando assim o fluxo normal do sangue. Criam-se bolsões nas veias das pernas, influenciando no surgimento das varizes – ou no agravamento do quadro.  Outra regra de ouro é evitar permanecer muito tempo sentado ou em pé.

Corte o consumo excessivo de bebidas alcoólicas e adote uma dieta equilibrada. Cuidado com os excessos de sal, comidas gorduras, pobres em nutrientes. Pense em frutas, peixes, carnes magras e coma muitas fibras.

Abandone o cigarro de vez. As substâncias deixam o sangue mais viscoso e isso dificulta mais a circulação, favorecendo o acúmulo do líquido nas veias das pernas. Passando longe do tabagismo, todo organismo sai beneficiado. 

Angiologistas explicam que a prevenção antes e depois da menopausa é essencial para a mulher diminuir os riscos de ter varizes.

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Gravidez é fator de risco para trombose?

A trombose é caracterizada pela formação de um coágulo sanguíneo em uma ou mais veias localizadas da parte inferior do corpo, geralmente nas pernas. Seus sintomas mais comuns são queimação dor e inchaço nas pernas. Mas você sabia que a gravidez também é um fator de risco? 

Mulheres acima do peso, com predisposição genética ou que já tiveram anteriormente o problema são as mais suscetíveis. Em alguns casos extremos, pode prejudicar a placenta, gerando riscos ao bebê, além de um quadro de embolia pulmonar, quando o coágulo se desprende e acaba parando em uma artéria, impedindo o fluxo de sangue para o pulmão.

Após o nascimento do bebê, a trombose ainda pode ocorrer. Ela tende a ser um pouco mais comum no período de resguardo do que na gestação. Isso porque é nesse período onde ocorrem diversas alterações hormonais drásticas. 

Para fazer o diagnóstico da trombose, o profissional realizará um exame clínico, com base nos sintomas que cada paciente apresentar. Pode solicitar ultrassonografia, venografia, exame de sangue, Eco Doppler, tomografia e ressonância magnética. 

Complicações

A trombose pode evoluir para algumas complicações. Dependendo do segmento de veia prejudicada, ela pode ser mais ou menos grave. Quando o coágulo obstrui uma pequena veia da perna, causa um transtorno localizado naquela região. Quanto mais próximo do coração ou maior a veia, a probabilidade de levar ao óbito aumenta. 

Prevenção

Os sintomas como inchaço, dor, e calor nas pernas faz com que muitas mamães confundam o quadro com retenção de líquidos – muito comum no período de gestação. Se você estiver na situação, consulte um especialista. 

Para tratar a doença, a medicação, prescrita por um médico é uma das alternativas. Uso de meias elásticas que estimulam a circulação também ajudam. Mesmo com a gravidez, a mamãe não pode descuidar da saúde. Exercícios físicos leves e que envolvam os membros inferiores podem ajudar.

Ah, não esqueça da alimentação. Ter uma alimentação saudável, pobre em gordura e rica em fibras e água ajuda a evitar a trombose. 

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Os benefícios do tratamento endovascular

tratamento endovascular é um dos métodos mais modernos em se tratando de cirurgia vascular. Ele consiste em realizar reparos minimamente invasivos no sistema vascular. Geralmente, o acesso é feito por meio de pequenas incisões e punções utilizando introdutores e cateteres.  

O tratamento abrange desde pequenos vasos até os mais calibrosos, como a artéria aorta. O método utiliza frequentemente dispositivos tecnológicos capazes de tratar a parede do vaso lesionado (conhecidos como endopróteses). Dentre as doenças que podem ser tratadas estão os aneurismas, hipertensão portal e doença vascular periférica. 

Quais os benefícios? O médico angiologista e cirurgião vascular, da SBACV Ce, Vicente Freire, explica. “O paciente terá menor dor, um tempo de cirurgia mais reduzido, baixo sangramento, pequenas cicatrizes, menor tempo de hospitalização, rápida recuperação e baixa incidência de complicações pós-operatórias”, declara. 

Para efeito comparativo, o tratamento endovascular é mais eficaz, por exemplo, que o tratamento convencional (com repouso no leito, medicamentos anticoagulantes e meias elásticas) na trombose venosa proximal de veias ilíacas.

Segundo especialistas, 70% dos pacientes tratados pelos métodos convencionais nesse tipo de trombose terão algum tipo de problema no futuro. Mas por qual motivo? Pelo fato de o tratamento convencional são se preocupar em desobstruir as veias e permitir com que o sangue circule de maneira fluida por elas. 

“O paciente levará sua vida com algum tipo de incapacidade, mesmo utilizando medicações anticoagulantes ou meias elásticas”, informa o médico angiologista e cirurgião vascular, da SBACV Ce, Vicente Freire.

No caso do tratamento endovascular para a trombose venosa proximal, utiliza-secateteres que injetam uma medicação específica que dissolve os coágulos além de quebra-los. Nesse sentido, as veias são recuperadas e o sangue volta a circular normalmente.

Em casos de tromboses mais antigas, onde os coágulos se tornaram cicatrizes de fibrose no interior das veias, pode-se abri-las por meio de cateteres-balões (também conhecidas como angioplastias). 

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Problemas cardiológicos em atletas

Fadiga após exercícios aeróbicos, batimentos cardíacos disparados sem motivo aparente e falta de ar podem ser sintomas de que o coração não está bem. E os atletas de alto rendimento podem sofrer com os problemas do coração. Exercícios de alto impacto, temperaturas elevadas e falta de cuidado com a própria saúde são algumas das causas.

O exercício físico de alto rendimento eleva a necessidade de desempenho do corpo ao extremo deixando-o mais exposto.  A conscientização é um passo importante.

Abaixo, listamos alguns dos problemas cardíacos mais comuns que afetam os atletas:

Hipertensão assintomática

É caracterizada pela tensão acima do normal exercida pelo sangue sobre as paredes dos vasos sanguíneos. A doença é considerada silenciosa e de evolução lenta. Sem o tratamento adequado, pode provocar complicações graves como infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência renal

Atividades aeróbicas em ritmo moderado como caminhada, ciclismo e natação podem ajudar a diminuir a pressão arterial. Já os treinamentos que exigem o limite do atleta como o triátlon e a musculação sem critério, podem agravar o quadro.

Arritmia cardíaca

Desencadeada pelo esforço ou agravada por ele em pessoas que já possuem quadro de arritmia diagnosticado. O sintoma mais comum são batimentos irregulares, reflexo do excesso de estímulo do coração. Em geral, o atleta consegue ter uma vida normal, mas precisa descobrir a causa dessa arritmia o quanto antes para evitar descompensações mais graves.

Problemas de válvula

As válvulas do coração são responsáveis por impedir o retorno do sangue bombeado do coração para o corpo. Duas delas controlam o fluxo sanguíneo das cavidades superiores, ou aurículas, para as inferiores, ou ventrículos. As outras duas válvulas controlam o fluxo do sangue dos ventrículos para os pulmões e para o resto do corpo. Nesta região, um dos problemas de mais comuns em atletas é o prolapso da válvula mitral, quando ocorre o desalinhamento dessa válvula do coração, impedindo que ela cumpra seu papel de evitar o refluxo do sangue.

Doenças coronárias (DAC)

A doença acontece quando as artérias coronárias são estreitadas por placas de gordura ou cálcio, impedindo o fluxo sanguíneo para o coração. A DAC pode atingir atletas diabéticos, por exemplo, com risco cardíaco e isso pode levar ao infarto.

Diante dessas possibilidades, e do fato de que nem sempre o diagnóstico é simples (hipertensão assintomática é um exemplo), é importante reforçar que nenhum sintoma deve ser avaliado de forma isolada. Uma tontura, por exemplo, pode estar associada a falta de alimentação adequada, condicionamento físico e não necessariamente a uma doença cardíaca. Nossa recomendação é: busque sempre avaliação de um médico.

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Veias dilatadas – fique atento

Sabemos que as varizes são veias dilatadas, tortuosas que não exercem mais, de forma eficiente, a função de levar o sangue de volta ao coração. Por isso, quando ocorre essa dilatação, um sinal de alerta precisa ser ligado.
Sem o devido tratamento, podem causar feridas e até mesmo ser fator de risco para a trombose venosa profunda, formação de um coágulo dentro da veia que impede a passagem de sangue.

Procedimentos cirúrgicos podem ser empregados, consistem basicamente em eliminar as veias com refluxo e retirando as veias do sistema superficial dilatadas. Existem três indicações para o procedimento: 1) estética, para resolver o problema e prevenir a piora do quadro; 2) funcional, quando as veias estão muito dilatadas e o paciente apresenta sintomas e 3) nos casos de urgência, caracterizados quando o paciente apresenta flebite (inflamação com trombose) da safena magna na coxa que progride para a crossa da safena (região da virilha), levando ao risco de embolia pulmonar.

Os dilatações da veias recebe o nome de varizes. Elas nada mais são do que veias ampliadas e tortuosas. A causa precisa é desconhecida, mas o principal problema provavelmente é a debilidade nas paredes das veias superficiais (localizadas logo abaixo da pele). Essa debilidade pode ser hereditária.

Ao longo do tempo, elas perdem elasticidade, ficando mais compridas e largas. Para que possam se acomodar no mesmo espaço que ocupavam quando eram normais, as veias alargadas ficam mais sinuosas. Elas podem surgir como uma protuberância em forma de serpente sob a pele.

Embora veias varicosas individuais possam ser removidas ou eliminadas por cirurgia ou injeções de material esclerosante, o distúrbio não pode ser curado. Assim, o tratamento principalmente alivia os sintomas, melhora a aparência e evita complicações.

A elevação das pernas — em posição deitada ou utilizando um apoio para as pernas em posição sentada — alivia os sintomas, mas não evita que se formem novas veias varicosas. Em geral aquelas varizes que aparecem durante a gravidez melhoram consideravelmente de duas a três semanas após o parto. Durante esse período, elas não devem ser tratadas.
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Controle o seu colesterol

Cerca de 40% dos brasileiros estão com o colesterol alto, de acordo com o Ministério da Saúde. O problema pode desencadear uma série de doenças, como AVC e até ocasionar infarto. 

Isso porque, quando está descontrolado, o colesterol se deposita nas artérias ajudando a formar placas de gordura nessas estruturas, provocando o endurecimento dos vasos (aterosclerose). Além disso, o acúmulo cada vez maior de gordura também obstrui as artérias e vasos, levando ao aumento da pressão arterial, o que pode levar a derrames e afetar o funcionamento do coração.

Para manter adequados os níveis de colesterol e reduzir o risco de ataques cardíacos ou de outras enfermidades circulatórias, há duas medidas universais: controle do peso corpóreo e prática de atividade física. Quando estas falham, os médicos aconselham reduzir a quantidade de gordura na alimentação e, eventualmente, prescrevem medicamentos.

Tipos de colesterol

Existem dois tipos de colesterol: o LDL, que é o colesterol de baixa densidade, cuja função é levar a gordura do fígado para os tecidos; e o HDL, que é o colesterol de alta densidade, cuja função é retirar o excesso de LDL dos tecidos e levá-los ao fígado, evitando que ele se acumule nas paredes das artérias. 

Para cada três moléculas de colesterol LDL é necessária apenas uma de HDL para transportá-las, e por isso os níveis saudáveis de colesterol funcionam de forma proporcional – para inibir o acúmulo de gordura nas artérias, é necessário evitar altas taxas de LDL e os níveis baixos de HDL. 

As quantidades recomendadas de colesterol são de 100 mg por decilitro de sangue para o LDL e 40 mg ou mais por decilitro para o HDL, sendo que o colesterol total deve estar abaixo dos 200 mg/dl. 

Reduza a gordura saturada

Todos os alimentos que têm gordura saturada possuem colesterol, devendo portando ser consumidos nas proporções adequadas para uma dieta saudável. Nossa alimentação deve conter no máximo 300 mg de colesterol por dia para mantermos os níveis equilibrados. A gordura saturada está presente em alimentos de origem animal, como carnes, ovos, leite e derivados. 

Embutidos como salame, mortadela e presunto também são ricos em colesterol. Os peixes e cortes magros de frango, sem pele, são bons substitutos, já que não tem tanta gordura. Opte por comer carne vermelha apenas duas vezes por semana e prefira os cortes mais magros, como patinho, maminha e músculo. Trocar os queijos gordurosos, como provolone e muçarela, por versões mais magras, como cottage, também ajudam na redução do colesterol proveniente da dieta.

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É proibido usar salto na gravidez?

Por mais bonita a mulher fique com o salto, na gravidez o calçado não é recomendado. O salto alto mantém os músculos da panturrilha contraídos por mais tempo e atrapalham a circulação do sangue nas pernas. Os malefícios, inclusive, não param por aí. Outro problema ligado ao tipo do sapato está nas possíveis quedas, que colocam em risco a vida dos bebês e das futuras mamães.

Calçados com plataformas baixas e bases largas são mais indicados para evitar esses contratempos. É recomendado também o uso de meias de compressão com a intenção de evitar o inchaço nos pés.

Para quem gosta de ficar um pouco mais alta, no entanto, as sandálias de plataforma podem ser alternativas. Ainda assim, os riscos de desequilíbrio e torção.  Tênis, sapatilhas e rasteirinhas são mais aconselháveis nesta fase. Associado a isso, a médica sugere caminhadas, exercícios para as panturrilhas e repouso com os membros inferiores elevados durante todo o período de gestação.

Quando abandonar o salto?

“Não significa que, a partir do momento que a mulher souber da gravidez, ela deva abandonar o salto. A hora certa de apostar nos sapatos mais baixos é a partir do quinto mês de gestação”, destaca o médico angiologista e cirurgião vascular, membro da SBACV, Vicente Freire. 

Neste período, a barriga já está maior e a tendência é a mulher projetar o corpo para trás para conseguir equilíbrio. Com isso, ocorre uma curvatura maior da coluna lombar, chamada de hiperlordose. Essa “má postura”, por causa do peso, gera maior pressão sobre as vértebras e o salto alto agrava ainda mais o problema.

Mulheres grávidas tendem a aparecer nos consultórios reclamando de cãibras, que podem ter ligação direta com o uso dos saltos. Uma dica para a mulher que não consegue desapegar dos calçados é sair de casa usando algo mais confortável e só ao chegar na porta do evento trocar pelo sapato querido. O conselho, no entanto, só se aplica em ocasiões especiais.

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Quando devo procurar um angiologista?

Angiologista ou cirurgião vascular é o especialista no diagnóstico e tratamento das doenças vasculares. Ele não é apenas médico de varizes, pois cuida também da saúde de quase todos os outros problemas da circulação.

“O angiologista é o especialista que vai detectar e tratar doenças circulatórias ainda na fase inicial, além de aplicar medidas de prevenção como alimentação e hábitos de vida mais saudáveis para evitar a necessidade de intervenções cirúrgicas”, destaca o médico angiologista e cirurgião vascular, membro da SBACV Ce, Vicente Freire. 

Mas quando devemos procurar um angiologista?  Abaixo, separamos algumas situações:

1 – Quando apresentar sintomas como: dores nas pernas, inchaço e vermelhidão nas pernas, cansaço, sensação de peso, escurecimento das pernas, úlceras e feridas.

 2 – Para tratar das varizes, pois não é só uma questão estética, mas uma doença que pode trazer complicações sérias.

3 – Realizar um check-up vascular (programa de prevenção das doenças vasculares criado pela SBACV) para diagnosticar, prevenir e tratar doenças como: Acidente Vascular Cerebral (AVC) também conhecido como “derrame cerebral”, tromboses, doenças arteriais dos membros inferiores que podem levar a dor e feridas, além de aneurismas.

4 – Receber orientações para evitar complicações do pé diabético, além de garantir acompanhamento com o médico especialista em tromboses.

Na grande maioria das vezes, as doenças vasculares são silenciosas e só são detectadas em um estágio mais avançado. Isso afeta o controle e tratamento do problema, além de gerar danos graves à saúde do paciente e levar ao óbito.

Por isso, é importante que o diagnóstico seja feito o mais cedo possível. Ao perceber qualquer sinal ou sintoma de doença vascular, procure um médico angiologista, especialmente se você já está perto da terceira idade — período em que essas patologias são mais frequentes.

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Como a insuficiência venosa se desenvolve?

A insuficiência venosa crônica se caracteriza por uma lesão nas veias da perna que não permite que o sangue flua normalmente.

O sangue retorna das pernas por meio de veias superficiais e profundas. O principal mecanismo de retorno sanguíneo é a contração dos músculos da perna que empurra o sangue pelas veias. Outro mecanismo são válvulas existentes no interior das veias que mantêm o fluido unidirecional sempre pra cima no sentido do coração impedindo o refluxo sanguíneo.
A insuficiência venosa crônica ocorre quando algo dilata as veias e/ou danifica suas válvulas. Essas alterações causam acúmulo de sangue nas veias reduzindo o fluxo de sangue e aumentando a pressão dentro delas. O aumento da pressão e o baixo fluxo de sangue causam retenção de líquido nas pernas e outros sintomas.

O que causa?
A principal fator causador da doença é a herança Familiar, além disso uma causa muito comum é a trombose venosa profunda, formação de coágulo de sangue nas veias dos membros.
Ele pode causar o quadro porque o tecido cicatricial do coágulo danifica as válvulas das veias. Como a trombose venosa profunda as vezes também é chamada flebite, a insuficiência venosa crônica pode ser chamada de síndrome pós-flebítica
Outros fatores de risco para a insuficiência venosa crônica incluem ferimentos nas pernas, infecções, envelhecimento, obesidade, permanecer sentado ou em pé por longos períodos e gravidez.

Sintomas

As pessoas com insuficiência venosa crônica têm inchaço (edema) nas pernas que normalmente é pior no final do dia, pois o sangue precisa fluir para cima contra a gravidade quando a pessoa está em pé ou sentada.
Durante a noite, o edema desaparece porque as veias se esvaziam bem quando as pernas estão em posição horizontal. O inchaço pode não originar outros sintomas, porém, algumas pessoas sentem as pernas pesadas, latejantes, cansadas, volumosas e com formigamento. “O tratamento da doença envolve elevação das pernas, uso de faixas e meias de compressão, existem também aparelhos de compressão pneumática intermitente que aliviam o inchaço, além de cuidado com ferimentos”, destaca o médico angiologista e cirurgião vascular membro da SBACV, Vicente Freire.

Para a prevenção da doença, é indicado perder peso, participar de exercícios regulares e reduzir a quantidade de sódio na dieta. As ações combinadas podem ajudar a manter baixa pressão nas veias das pernas.
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