Como anda sua circulação?

De repente você acorda com dores nas pernas, uma sensação de cansaço. Também nota, ao longo do tempo, o surgimento de varizes. São sinais que você está passando por algum problema de circulação.

Não é só isso. Outro sintoma comum de que algo não vai bem é o formigamento. Pés ou mãos frias juntamente com formigamento dos membros também pode ocorrer em outros casos. Em resumo, cansaço, surgimento de varizes ou formigamento e sensação de pés frios estão relacionados a circulação. Além disso,as pessoas podem sentir alguma pontada ou dor ao caminhar. O inchaço nas pernas também é comum. Este ocorre pelo acúmulo de líquido nos membros inferiores, causado por insuficiência venosa e outros problemas circulatórios. Isso pode está relacionado ao peso nas pernas.

E como podemos saber se a nossa circulação está bem? Primeiro, procure um especialista. Ele irá diagnosticar possíveis problemas. Em segundo lugar, separamos algumas dicas que podem ser seguidas para evitar complicações futuras. São medidas simples e que, no futuro, fazem toda a diferença.

Alimentação

Alimentação é a chave para quem quer controlar o peso – ou reduzir aqueles quilinhos incômodos. Frutas, verduras, hortaliças e cereais são essenciais na dieta. E mais: é importante comer fibras. Isso porque elas favorecem o trânsito intestinal, reduzem a pressão abdominal, além do risco de sofrer de varizes, prisão de ventre e hemorroidas.

Sal e sódio

Comida insossa ninguém quer. Mas salgada em demasia também é um grave problema. Quem é hipertenso precisa passar longe. Ah, não podemos esquecer de uma substância que, apesar de necessária para o funcionamento do nosso organismo, é considerada uma vilã do sobrepeso: o sódio. Evite alimentos em conserva, molhos industrializados, bolachas, queijos curados, carnes ou peixes defumados. Esses alimentos são carregados em sódio.

Exercícios

Está comprovado que praticar exercícios pode ser benéfico para a circulação. Os músculos, quando contraídos, atuam como “corações periféricos”, pois comprimem as veias e empurram o sangue em direção à parte superior do corpo. A atividade física também aumenta o fluxo arterial. Caminhar, nadar, correr, andar de bicicleta e musculação são bem indicados.

Roupas

Não menos importantes são as roupas que vestimos. Quanto mais apertadas, mais as chances de a circulação sair prejudicada. Opte por roupas mais folgadas e evite cintos justos, calças que apertam a cintura ou sapatos de número menor.

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Alimentação e exercícios

Alimentação é coisa séria. Uma vez desregrada, acaba levando a inúmeros problemas a longo prazo, entre eles os que envolvem a circulação do sangue. Se você ingere muitos alimentos gordurosos ou ricos em colesterol, é melhor ter cuidado: o costume de ingerir gorduras saturadas e trans pode prejudicar artérias e veias.
Os problemas da má alimentação podem gerar até diabetes. Além de influenciar no aumento da pressão arterial e dos níveis de colesterol.

O que consumir

Tudo bem que comer uma batatinha frita ou um churrasco suculento é sempre bom. Mas tudo tem limites. Se você quer seguir uma dieta balanceada, invista em grãos, peixes de água salgada, frutas, verduras e legumes. Esses últimos possuem antioxidantes, além de serem excelentes fontes de vitaminas e minerais.
Aveia, soja, proteína da soja e os extratos vegetais como azeite (rico em fitoesteróis) também ajudam na luta contra o colesterol ruim.
Mas de que adianta comer tudo isso se você ainda se entope de gorduras trans e saturadas? Passe longe dos embutidos, do presunto gordo e da salsicha. Eles só são formados praticamente de gordura e sal. Os salgadinhos também, por mais apetitosos que sejam, são dotados de calorias e não trazem benefício algum para o seu organismo.

Exercícios

Uma boa dieta, aliada à prática de exercícios físicos deixam a circulação em perfeito estado. Vale lembrar que um dos principais fatores de risco para o surgimento de doenças cardiovasculares é o sedentarismo.
Quer começar devagarinho? Invista na caminhada. Ela é excelente para promover o fluxo sanguíneo e fortalecer os vasos. O ideal são 20 minutos diários em ritmo médio para rápido.
Se você prefere pedalar, pegue a bicicleta e vá ser feliz. Andar de bicicleta ativa os movimentos musculares e melhora e muito a circulação. Já em um nível mais diferenciado, opte também pela musculação. A prática força a passagem do sangue através dos vasos por um curto período seguido de relaxamento. Essa prática, além de tonificar os músculos, auxilia na circulação sanguínea.

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Quatro fatores de risco para insuficiência venosa

Insuficiência venosa é uma doença causada pressão arterial superior ao normal nas veias das pernas. Dentre os fatores estão a formação de coágulos sanguíneos ou a flebite – que nada mais é do que a inflamação e o inchaço das veias. 

Outras causas são ausência ou fraqueza congênita (herdada no nascimento) nas válvulas das veias das pernas, aumento da pressão venosa nas pernas e veias varicosas. 

Seus sintomas mais comuns são dores, cansaço, peso nas pernas, cólicas, pernas duras, úlceras nas pernas, descamação da pele. 

“Existe uma série de fatores de riscos. Por exemplo, a gravidez pode intensificar o quadro. Isso ocorre porque, com o aumento dos níveis de progesterona no período, os vasos sanguíneos ficam mais frágeis e assim elevam o risco de desenvolvimento da insuficiência venosa”, destaca o médico angiologista e cirurgião vascular presidente da SBACV Ce, Frederico Linhares. 

 

O sedentarismo também integra o rol de fatores de risco. Pessoas que não têm o hábito de praticar exercícios físicos. Entenda que os exercícios musculares, especialmente aqueles voltados às panturrilhas, auxiliam a circulação das pernas. Em resumo, sem a prática de atividades físicas, as chances de problemas venosos só aumentam.  O tabagismo e o histórico familiar são outros dois fatores de risco. 

Prevenção

Em vez de remediar, o melhor é prevenir a insuficiência venosa. No primeiro caso, evite o consumo exacerbado de bebidas alcoólicas e de medicamentos para dormir. Ambos podem ter incidência direta. 

É importante também realizar exercícios físicos para fortalecer a musculatura das pernas. Fique atento também para a hidratação do seu organismo e evite ficar muito tempo sentado. Em períodos de imobilidade, como uma viagem de avião, levante-se, caminhe um pouco. É importante fazer o sangue circular.  

Se você tem predisposição à trombose, fique atento aos fatores de risco. Em caso de suspeita de trombo, nunca se automedique. Procure um profissional para avaliar sua saúde. 

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Cinco dicas para evitar a estenose da carótida

A estenose de artéria carótida é uma patologia que acomete as artérias responsáveis por levar o fluxo de sangue  do coração ao cérebro. Contudo, ficam estreitas e chegam a ficar obstruídas. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) é a quarta maior causa de mortes por ano no mundo, vitimando 50 milhões de pessoas.

A doença é causada pelo acúmulo de placas de gordura nas artérias. O processo também conhecido como aterosclerose – e pode incidir em outras regiões do organismo. Inicialmente, a estenose da carótida pode não apresentar sintomas aparentes.
A pessoa só chega a descobrir a doença quando sofre um AVC (Acidente Vascular Cerebral) ou um ataque sistêmico transitório (AIT) . Os sintomas podem incluir dormência, fraqueza súbita na face ou nos membros, dificuldade de compreensão ou fala, além da dificuldade em enxergar por um ou pelos dois olhos.

Mas você sabia que a estenose de carótida pode ser prevenida? Em primeiro lugar, manter o controle do peso é essencial para evitar o desenvolvimento da doença. A pessoa que está com sobrepeso, por exemplo, pode desenvolver diabetes, hipertensão arterial, além de outras doenças vasculares.

Portanto, fique atento à balança!
A alimentação, intimamente ligada à questão do peso, tem uma grande relevância. Por isso opte por alimentos que contenham nutrientes como potássio, folato e antioxidantes, que podem proteger seu corpo contra um ataque
isquêmico transitório ou acidente vascular cerebral. Outra boa dica é controlar o sal na comida. Nada de pesar a mão!

Ah, e não podemos esquecer dos exercícios físicos. Eles podem ajudar você a reduzir a pressão arterial e aumentar o nível de colesterol bom, o HDL. Ele melhora a saúde geral de seus vasos sanguíneos e do coração.

Não abuse do álcool. Uma cervejinha de vez em quando é bom. Mas o consumo exagerado de bebidas alcóolicas também aumenta as chances de uma pessoa ter pressão arterial elevada. Lembrando que, limitando o consumo, as chances de um AVC são baixas.

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Varizes e menopausa

A menopausa é um dos períodos que a mulher requer mais atenção. É nessa fase que ocorrem diversas mudanças hormonais no organismo. De acordo com especialistas, é justamente na fase que as varizes aparecem.

Uma das principais problemáticas associadas à menopausa é o aumento de peso, aumentando o volume de gordura e diminuindo a massa muscular. Os problemas cardiovasculares também podem surgir. 

Na menopausa as mudanças hormonais podem aumentar a incidência de varizes. “As paredes dos vasos ficam mais frágeis com a idade. O rompimento fica mais facilitado. Idosas com hipertensão também estão mais sujeitas ao surgimento do quadro”, destaca o médico angiologista e cirurgião vascular presidente da SBACV Ce, Frederico Linhares. 

Caso surjam alguns sintomas sensação de peso, inchaço nas pernas ou sensação de peso, marque uma consulta com um angiologista para um diagnóstico mais preciso. Esses sinais podem estar associados a doenças venosas. 

Prevenção

O que devo fazer para evitar as varizes no período? Primeiro, tenha controle do seu peso. Evite o sedentarismo. É importante praticar exercícios físicos para favorecer a circulação do sangue. A gordura que se acumula no abdômen faz com que a pressão sobre os vasos sanguíneos aumente, dificultando assim o fluxo normal do sangue. Criam-se bolsões nas veias das pernas, influenciando no surgimento das varizes – ou no agravamento do quadro.  Outra regra de ouro é evitar permanecer muito tempo sentado ou em pé.

Corte o consumo excessivo de bebidas alcoólicas e adote uma dieta equilibrada. Cuidado com os excessos de sal, comidas gorduras, pobres em nutrientes. Pense em frutas, peixes, carnes magras e coma muitas fibras.

Abandone o cigarro de vez. As substâncias deixam o sangue mais viscoso e isso dificulta mais a circulação, favorecendo o acúmulo do líquido nas veias das pernas. Passando longe do tabagismo, todo organismo sai beneficiado. 

Angiologistas explicam que a prevenção antes e depois da menopausa é essencial para a mulher diminuir os riscos de ter varizes.

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Gravidez é fator de risco para trombose?

A trombose é caracterizada pela formação de um coágulo sanguíneo em uma ou mais veias localizadas da parte inferior do corpo, geralmente nas pernas. Seus sintomas mais comuns são queimação dor e inchaço nas pernas. Mas você sabia que a gravidez também é um fator de risco? 

Mulheres acima do peso, com predisposição genética ou que já tiveram anteriormente o problema são as mais suscetíveis. Em alguns casos extremos, pode prejudicar a placenta, gerando riscos ao bebê, além de um quadro de embolia pulmonar, quando o coágulo se desprende e acaba parando em uma artéria, impedindo o fluxo de sangue para o pulmão.

Após o nascimento do bebê, a trombose ainda pode ocorrer. Ela tende a ser um pouco mais comum no período de resguardo do que na gestação. Isso porque é nesse período onde ocorrem diversas alterações hormonais drásticas. 

Para fazer o diagnóstico da trombose, o profissional realizará um exame clínico, com base nos sintomas que cada paciente apresentar. Pode solicitar ultrassonografia, venografia, exame de sangue, Eco Doppler, tomografia e ressonância magnética. 

Complicações

A trombose pode evoluir para algumas complicações. Dependendo do segmento de veia prejudicada, ela pode ser mais ou menos grave. Quando o coágulo obstrui uma pequena veia da perna, causa um transtorno localizado naquela região. Quanto mais próximo do coração ou maior a veia, a probabilidade de levar ao óbito aumenta. 

Prevenção

Os sintomas como inchaço, dor, e calor nas pernas faz com que muitas mamães confundam o quadro com retenção de líquidos – muito comum no período de gestação. Se você estiver na situação, consulte um especialista. 

Para tratar a doença, a medicação, prescrita por um médico é uma das alternativas. Uso de meias elásticas que estimulam a circulação também ajudam. Mesmo com a gravidez, a mamãe não pode descuidar da saúde. Exercícios físicos leves e que envolvam os membros inferiores podem ajudar.

Ah, não esqueça da alimentação. Ter uma alimentação saudável, pobre em gordura e rica em fibras e água ajuda a evitar a trombose. 

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Os benefícios do tratamento endovascular

tratamento endovascular é um dos métodos mais modernos em se tratando de cirurgia vascular. Ele consiste em realizar reparos minimamente invasivos no sistema vascular. Geralmente, o acesso é feito por meio de pequenas incisões e punções utilizando introdutores e cateteres.  

O tratamento abrange desde pequenos vasos até os mais calibrosos, como a artéria aorta. O método utiliza frequentemente dispositivos tecnológicos capazes de tratar a parede do vaso lesionado (conhecidos como endopróteses). Dentre as doenças que podem ser tratadas estão os aneurismas, hipertensão portal e doença vascular periférica. 

Quais os benefícios? O médico angiologista e cirurgião vascular, da SBACV Ce, Vicente Freire, explica. “O paciente terá menor dor, um tempo de cirurgia mais reduzido, baixo sangramento, pequenas cicatrizes, menor tempo de hospitalização, rápida recuperação e baixa incidência de complicações pós-operatórias”, declara. 

Para efeito comparativo, o tratamento endovascular é mais eficaz, por exemplo, que o tratamento convencional (com repouso no leito, medicamentos anticoagulantes e meias elásticas) na trombose venosa proximal de veias ilíacas.

Segundo especialistas, 70% dos pacientes tratados pelos métodos convencionais nesse tipo de trombose terão algum tipo de problema no futuro. Mas por qual motivo? Pelo fato de o tratamento convencional são se preocupar em desobstruir as veias e permitir com que o sangue circule de maneira fluida por elas. 

“O paciente levará sua vida com algum tipo de incapacidade, mesmo utilizando medicações anticoagulantes ou meias elásticas”, informa o médico angiologista e cirurgião vascular, da SBACV Ce, Vicente Freire.

No caso do tratamento endovascular para a trombose venosa proximal, utiliza-secateteres que injetam uma medicação específica que dissolve os coágulos além de quebra-los. Nesse sentido, as veias são recuperadas e o sangue volta a circular normalmente.

Em casos de tromboses mais antigas, onde os coágulos se tornaram cicatrizes de fibrose no interior das veias, pode-se abri-las por meio de cateteres-balões (também conhecidas como angioplastias). 

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Problemas cardiológicos em atletas

Fadiga após exercícios aeróbicos, batimentos cardíacos disparados sem motivo aparente e falta de ar podem ser sintomas de que o coração não está bem. E os atletas de alto rendimento podem sofrer com os problemas do coração. Exercícios de alto impacto, temperaturas elevadas e falta de cuidado com a própria saúde são algumas das causas.

O exercício físico de alto rendimento eleva a necessidade de desempenho do corpo ao extremo deixando-o mais exposto.  A conscientização é um passo importante.

Abaixo, listamos alguns dos problemas cardíacos mais comuns que afetam os atletas:

Hipertensão assintomática

É caracterizada pela tensão acima do normal exercida pelo sangue sobre as paredes dos vasos sanguíneos. A doença é considerada silenciosa e de evolução lenta. Sem o tratamento adequado, pode provocar complicações graves como infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência renal

Atividades aeróbicas em ritmo moderado como caminhada, ciclismo e natação podem ajudar a diminuir a pressão arterial. Já os treinamentos que exigem o limite do atleta como o triátlon e a musculação sem critério, podem agravar o quadro.

Arritmia cardíaca

Desencadeada pelo esforço ou agravada por ele em pessoas que já possuem quadro de arritmia diagnosticado. O sintoma mais comum são batimentos irregulares, reflexo do excesso de estímulo do coração. Em geral, o atleta consegue ter uma vida normal, mas precisa descobrir a causa dessa arritmia o quanto antes para evitar descompensações mais graves.

Problemas de válvula

As válvulas do coração são responsáveis por impedir o retorno do sangue bombeado do coração para o corpo. Duas delas controlam o fluxo sanguíneo das cavidades superiores, ou aurículas, para as inferiores, ou ventrículos. As outras duas válvulas controlam o fluxo do sangue dos ventrículos para os pulmões e para o resto do corpo. Nesta região, um dos problemas de mais comuns em atletas é o prolapso da válvula mitral, quando ocorre o desalinhamento dessa válvula do coração, impedindo que ela cumpra seu papel de evitar o refluxo do sangue.

Doenças coronárias (DAC)

A doença acontece quando as artérias coronárias são estreitadas por placas de gordura ou cálcio, impedindo o fluxo sanguíneo para o coração. A DAC pode atingir atletas diabéticos, por exemplo, com risco cardíaco e isso pode levar ao infarto.

Diante dessas possibilidades, e do fato de que nem sempre o diagnóstico é simples (hipertensão assintomática é um exemplo), é importante reforçar que nenhum sintoma deve ser avaliado de forma isolada. Uma tontura, por exemplo, pode estar associada a falta de alimentação adequada, condicionamento físico e não necessariamente a uma doença cardíaca. Nossa recomendação é: busque sempre avaliação de um médico.

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Veias dilatadas – fique atento

Sabemos que as varizes são veias dilatadas, tortuosas que não exercem mais, de forma eficiente, a função de levar o sangue de volta ao coração. Por isso, quando ocorre essa dilatação, um sinal de alerta precisa ser ligado.
Sem o devido tratamento, podem causar feridas e até mesmo ser fator de risco para a trombose venosa profunda, formação de um coágulo dentro da veia que impede a passagem de sangue.

Procedimentos cirúrgicos podem ser empregados, consistem basicamente em eliminar as veias com refluxo e retirando as veias do sistema superficial dilatadas. Existem três indicações para o procedimento: 1) estética, para resolver o problema e prevenir a piora do quadro; 2) funcional, quando as veias estão muito dilatadas e o paciente apresenta sintomas e 3) nos casos de urgência, caracterizados quando o paciente apresenta flebite (inflamação com trombose) da safena magna na coxa que progride para a crossa da safena (região da virilha), levando ao risco de embolia pulmonar.

Os dilatações da veias recebe o nome de varizes. Elas nada mais são do que veias ampliadas e tortuosas. A causa precisa é desconhecida, mas o principal problema provavelmente é a debilidade nas paredes das veias superficiais (localizadas logo abaixo da pele). Essa debilidade pode ser hereditária.

Ao longo do tempo, elas perdem elasticidade, ficando mais compridas e largas. Para que possam se acomodar no mesmo espaço que ocupavam quando eram normais, as veias alargadas ficam mais sinuosas. Elas podem surgir como uma protuberância em forma de serpente sob a pele.

Embora veias varicosas individuais possam ser removidas ou eliminadas por cirurgia ou injeções de material esclerosante, o distúrbio não pode ser curado. Assim, o tratamento principalmente alivia os sintomas, melhora a aparência e evita complicações.

A elevação das pernas — em posição deitada ou utilizando um apoio para as pernas em posição sentada — alivia os sintomas, mas não evita que se formem novas veias varicosas. Em geral aquelas varizes que aparecem durante a gravidez melhoram consideravelmente de duas a três semanas após o parto. Durante esse período, elas não devem ser tratadas.
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Controle o seu colesterol

Cerca de 40% dos brasileiros estão com o colesterol alto, de acordo com o Ministério da Saúde. O problema pode desencadear uma série de doenças, como AVC e até ocasionar infarto. 

Isso porque, quando está descontrolado, o colesterol se deposita nas artérias ajudando a formar placas de gordura nessas estruturas, provocando o endurecimento dos vasos (aterosclerose). Além disso, o acúmulo cada vez maior de gordura também obstrui as artérias e vasos, levando ao aumento da pressão arterial, o que pode levar a derrames e afetar o funcionamento do coração.

Para manter adequados os níveis de colesterol e reduzir o risco de ataques cardíacos ou de outras enfermidades circulatórias, há duas medidas universais: controle do peso corpóreo e prática de atividade física. Quando estas falham, os médicos aconselham reduzir a quantidade de gordura na alimentação e, eventualmente, prescrevem medicamentos.

Tipos de colesterol

Existem dois tipos de colesterol: o LDL, que é o colesterol de baixa densidade, cuja função é levar a gordura do fígado para os tecidos; e o HDL, que é o colesterol de alta densidade, cuja função é retirar o excesso de LDL dos tecidos e levá-los ao fígado, evitando que ele se acumule nas paredes das artérias. 

Para cada três moléculas de colesterol LDL é necessária apenas uma de HDL para transportá-las, e por isso os níveis saudáveis de colesterol funcionam de forma proporcional – para inibir o acúmulo de gordura nas artérias, é necessário evitar altas taxas de LDL e os níveis baixos de HDL. 

As quantidades recomendadas de colesterol são de 100 mg por decilitro de sangue para o LDL e 40 mg ou mais por decilitro para o HDL, sendo que o colesterol total deve estar abaixo dos 200 mg/dl. 

Reduza a gordura saturada

Todos os alimentos que têm gordura saturada possuem colesterol, devendo portando ser consumidos nas proporções adequadas para uma dieta saudável. Nossa alimentação deve conter no máximo 300 mg de colesterol por dia para mantermos os níveis equilibrados. A gordura saturada está presente em alimentos de origem animal, como carnes, ovos, leite e derivados. 

Embutidos como salame, mortadela e presunto também são ricos em colesterol. Os peixes e cortes magros de frango, sem pele, são bons substitutos, já que não tem tanta gordura. Opte por comer carne vermelha apenas duas vezes por semana e prefira os cortes mais magros, como patinho, maminha e músculo. Trocar os queijos gordurosos, como provolone e muçarela, por versões mais magras, como cottage, também ajudam na redução do colesterol proveniente da dieta.

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